Visagismo e o mundo PET, homens e cães

Pesquisas mostram que a relação entre os seres humanos e os cães tiveram início milênios atrás em uma troca de benefícios para ambos os lados. Um artigo faz uma relação entre a significância do tocar e a maior aproximação entre as duas espécies. Um estudo científico aponta que a evolução de um
músculo facial dos cachorros foi essencial para facilitar um relacionamento mais próximo com os homens. Dentro deste contexto social e diante de tais evidências, mais uma ciência se coloca como importante para compreender e melhorar o binômio ‘homem-cachorro’, o visagismo.

“Há uma verossimilhança forte e facilmente identificada entre homens e cachorros e isso se reflete de diversas formas, inclusive na busca pela aproximação da imagem, que é a área de entendimento e conhecimento do visagismo” – Professora e Mestre em comunicação Audio Visual Tania Trindade e Robson Trindade, professor e mestre em visagismo científico e pioneiro no Visagismo Acadêmico no Brasil.

No século 17, o filósofo inglês Tomas Hobbes deu notoriedade à frase “O homem é o lobo do homem” em seu livro “Leviatã”. Curiosamente, o animal escolhido para ilustrar a máxima que constrói uma imagem de inimizade, agressividade e individualismo é a da mesma família de um outro que, cada dia mais, se assemelha, aproxima e se torna espelho dos seres humanos, além de criarem novas possibilidades para o desenvolvimento da ciência do visagismo, os cães.

Há indícios de que a relação social amigável entre homens e cães data de muitos mil anos atrás e, desde lá, benefícios para as duas espécies são identificadas. Nos primórdios da civilização, por exemplo, cães significavam companhia e ajuda para caçar ou pastorear. Em troca, os animais recebiam alimento e abrigo.

Outro fator – destacado por Aline Dechandt Kowalewski de Souza em seu artigo ‘O tocar: a relação afetiva entre o homem e seu cão’ – ganha importância com a evolução social e a diminuição da interação física entre pessoas. A autora sua crença de que “quando o homem ocidental apresentou dificuldades
em ter relações táteis livres de críticas sociais, pôde encontrar essa possibilidade na relação com o animal de estimação”.

“Não fica difícil compreender, portanto, que há uma verossimilhança forte e facilmente identificada e isso se reflete de diversas formas, inclusive na busca pela aproximação da imagem”, introduz Robson Trindade, mestre em visagismo científico, doutorando em Tecnologias da Inteligência e Design Digital e pioneiro no Visagismo Acadêmico no Brasil, que defende que o mercado PET dos dias de hoje é um retrato do espelhamento dos homens em seus animais.

Semelhanças que aproximam

Sobre a relação entre os cães e seus donos no contexto social atual, Professor Me. e Coordenador de MBA em Visagismo: Negócios, Projetos e Imagem, Robson Trindade, tem um olhar minucioso e, como não poderia deixar de ser, sob a ótica do visagismo.

“São diversas as semelhanças que podemos encontrar entre as pessoas e seus animais de estimação da espécie canina. E não falo apenas nos termos comportamentais, mas também de imagem. E elas são muito fortes e muito marcantes”, aponta Trindade.

Em sua fala, o mestre visagista afirma que semelhanças são decisivas para qualquer tipo de aproximação. “A atração dos indivíduos por seus cães acontece por verossimilhança, ou seja, o espelhamento entre seres humanos e animais. E isso é uma realidade indiscutível. O que gostamos de ver, queremos para nós. O que é agradável aos olhos, desperta desejo. Uma relação profunda e complexa, baseada e respaldada pela ciência”.

A evolução ajudou

E falando em ciência, não é de hoje que pesquisadores estudam o comportamento de cães para compreender o estabelecimento da relação íntima e afetiva com seres humanos.

Um achado de 2013 em um estudo realizado por um grupo de cientistas do Reino Unido, Alemanha e Estados Unidos aponta que a evolução dos animais contribuiu para a aproximação e identificação entre homens e cachorros. E isso é comprovado pelo olhar.

A pesquisa aponta que alterações na anatomia facial dos cães puderam ser observadas ao longo de sua existência. Os animais têm a capacidade de movimentar as sobrancelhas com um músculo não existente em lobos e outras espécies de canídeos. E isso está diretamente ligado aos seres humanos, pois
têm semelhanças aos seus ‘olhares tristes’.

Segundo Rafael Sacramento, mestre em filosofia e doutorando em Tecnologia Inteligência e Design Digital: “reportando-se ao cenário evolutivo, num primeiro momento, segundo Darwin, em vista da sua sobrevivência e subsistência, as espécies buscam a adaptação ou evolução ao meio, quando algumas das suas características deixam de ser usadas por não ser mais necessária, é o caso da dentição mais afiada humana, que se adapta ao alimento que mais cozido, que se torna mais palatável e facilita a mastigação, assim como a evolução do homo sapiens quando salta para cérebros não apenas biológico, mas cérebro emocional e por último o cérebro pensante.”

“O que indica que o homem e os seres vivos mudam buscando se alinhar as suas novas necessidades, nada impede, como citado acima, que para atender as suas necessidades afetivas, tanto o homem busque no seu animal de estimação, neste caso o cão, um vínculo de amizade muitas vezes qualitativamente mais fiel que os vínculos humanos, assim como os cachorros, por verossimilhança, evoluam em desenvolver aspectos gestuais afetivos, como inclinação das sobrancelhas e ensaiando um possível sorriso, para corresponder melhor as caricaturas de seu dono.” 

Juliane Kaminski, uma das cientistas responsáveis pelo estudo, afirma que esta ação é uma criadora de vínculos entre as duas espécies. “Sem dúvidas, porque este movimento das sobrancelhas tem a capacidade de gerar uma resposta positiva e estimulante nas pessoas, ou seja, que seres humanos
estão abertos aos cuidados e afeto. Além disso, o famoso ‘olhar pidão’ dos cães pode gerar a ilusão de uma comunicação semelhante aos humanos”, aponta.

O visagismo e o mundo PET

Dentro deste contexto atual, novos campos de trabalho e estudos podem ser encontrados. Foi o que aconteceu com a visagista, Ana Paula Gaiato que tem formação em Zootecnia e passou a se dedicar a compreender como os detalhes do visagismo pode impactar diretamente a vida dos animais e de seus donos.

Ana Paula já se apresentou em grandes eventos no Brasil para falar sobre o tema “Visagismo e o Mundo PET” e entra em um campo de exploração que aborda detalhes da ciência que ampliam possibilidades e vão muito além da estética pura e simples.

“O visagismo é amplo e se encaixa em tudo. No mundo PET ele ganha novas dimensões e pode ser muito mais utilizado do que apenas como uma ferramenta estética”, explica a Pós-Graduada e com MBA em Visagismo Estética da Imagem, Ana Paula Gaiato.

Professor Me. Robson Trindade finaliza reafirmando que “relações entre os cães e o comportamento humano de autoconhecimento e relações interpessoais criam novas e enormes possibilidades para a aplicação do visagismo em um promissor ramo do mercado”.

Acesse o site:
www.cursosrobsontrindade.com.br

Gratidão
Prof. Ms. Robson Trindade

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